A menina que roubava livros, e as crianças que não sabem ler

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, mas confesso que sou do tipo que julga um livro pelo nome. O nome é decisivo para minha escolha de ler ou não. Me lembro quando começaram a surgir boatos sobre a estreia do filme “A menina que roubava livros”, e eu decidi que não assistiria o filme enquanto não lesse o livro. Fui à livraria e comprei o último disponível. Rs.

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O livro

Pra você que não conhece vou dar um resumo básico: o contexto histórico é o nazismo, a protagonista do livro é a Liesel, filha de uma comunista que foi adotada por um casal alemão. Essa simpática menina roubava livros antes mesmo de aprender a ler. Quando ela descobriu em meio à vizinhança uma casa que possuía uma biblioteca, nem preciso contar o que aconteceu né? Isso mesmo, ela pulava a janela e passava o dia rodeada de livros “emprestados”. (Sim, ela sempre dizia que só pegava emprestado mesmo quando levava escondido para casa.) Acontece que essa biblioteca era na casa do prefeito. Curioso não!? E é exatamente aqui que você entende o porquê decidi escrever…

Opinião

Se esse livro fosse escrito hoje, o que será que uma criança enxergaria como valioso para roubar? Para querer a qualquer custo? E o que será que esta criança encontraria na casa de um prefeito? Será que os livros seriam os objetos mais valiosos?Se eu for me basear nas crianças que conheço, 99% delas pensariam num Iphone, Xbox, Tablet ou qualquer outra coisa de natureza tecnológica. Pensando nas histórias de prefeitos que conheço, acho que seria muito mais provável encontrar um jatinho, colunas de ouro ou qualquer outra coisa com enorme investimento de dinheiro do que uma biblioteca.

É importante pensar nisso não só pelo futuro de nossas crianças ou pela esperança de um dia nossos governantes, prefeitos, etc. se preocuparem com coisas mais relevantes… é importante pensarmos nisso pra nós mesmos. Com o que estamos investindo maior parte do nosso tempo? O que é prioridade pra você?

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[Vídeo] Você sabe o que é o Marco Civil da Internet?

O Marco Civil da Internet acaba de ser aprovado pela Câmara dos Deputados com o consentimento da maioria dos partidos. Segundo o texto aprovado, não será mais exigido o uso de data centers no Brasil para armazenamento de dados e a neutralidade da rede foi mantida, com regulamentação por decreto que deverá seguir os parâmetros estabelecidos na lei, conforme previsto na Constituição. O projeto agora segue para o Senado Federal, que terá 45 dias para votá-lo.

Agora, uma questão sobre privacidade. No vídeo acima, o deputado Jean Wyllys e o professor da USP Luli Radfarer, especialista em comunicação digital, esclareceram o que é o Marco Civil da Internet, e acabaram tratando também sobre outros assuntos que as vezes nos parecem complicados a respeito do uso da rede no país. Você, usuário comum, já deve ter percebido que o que é oferecido através de publicidade na internet (banners, vídeos e qualquer mídia online) é baseada nos seus interesses, os quais você acaba demonstrando através de pesquisas e do seu comportamento enquanto navega. Me lembro que quando começou a aparecer publicidade no Gmail, que diziam ser baseada na leitura feita pelos bots nos seus e-mails, as pessoas ficaram loucas reclamando pelas redes sociais a respeito da privacidade, e que o Google tinha conhecimento dos assuntos que você tratava nas suas conversas. Talvez eu seja um dos poucos que discorde que o rastreamento de interesses dos usuários seja considerado algo muito grave, porque pelo menos pra mim, é algo que me facilita na hora de escolher o serviço contratado ou o produto que estou pesquisando.

É claro que estou me baseando nas minhas experiências, e tenho que levar em conta que uma grande parte dos usuários de internet no país não têm consciência da ferramenta que estão utilizando, e que isto é muito prejudicial. Na verdade, o que falta mesmo é um plano de educação que envolva, além de noções de cidadania, a inclusão digital, de forma que as pessoas possam ter conhecimento do que a internet possa oferecer tanto na parte boa, quanto na parte ruim.

Voltando ao assunto, a minha conclusão é que não sou contra o Marco Civil da Internet, desde que seja formulada ou reformulada sempre a favor da qualidade de acesso dos usuários, no sentido de que não devemos ser impedidos de acessar o conteúdo que nos é oferecido.

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”  Paulo Freire

Pasta Creepy #6 – Nazino, a ilha dos canibais na Rússia

De acordo com documentos russos divulgados após a Guerra Fria, Stalin queria mandar dois milhões de pessoas para a Sibéria para criar “assentamentos especiais”. Mas as únicas pessoas que Stalin mandou para estas condições eram pessoas que ele achava que não tinham valor como: criminosos, desempregados e as pessoas sem a “burocracia soviética”.

Em 1933, 25.000 pessoas foram fichadas e quase 5 mil dessas pessoas foram escolhidas para ir a Nazino, uma ilha pantanosa com cerca de 3 km de comprimento e 600 metros de largura ao norte de Tomsk na Sibéria. Não havia lista dos deportados que desembarcaram, mas haviam aproximadamente 322 mulheres e 4.556 homens. Estes colonos foram enviados para a ilha sem ferramentas, abrigo, roupas ou alimentos. O único provimento dado aos colonos era a farinha, mas eles não tinham utensílios para cozinhar a farinha.

No momento em que o barco chegou à ilha , 27 pessoas já estavam mortas. Durante a primeira noite de neve, mais 300 pessoas morreram. Quando os sobreviventes acordaram de manhã, eles perceberam que precisavam lutar pela sobrevivência. Muitos colonos ingeriram farinha misturada com água do pântano sujo, que, essencialmente, agiu como um veneno. Aqueles que bebiam a água rapidamente sofriam na mão da disenteria.

Aqueles que tentaram fugir da ilha em pequenas jangadas rudimentares voltavam a margem mortos, ou nunca mais foram encontrados. Guardas caçavam e matavam os outros fugitivos, como se fossem animais de caça para o esporte. Dentro de alguns dias, já haviam muitos corpos espalhados pelo campo estéril. As pessoas ficaram desesperadas. Então, desesperados, e em apenas 3 dias após o desembarque, os primeiros atos de canibalismo começaram a acontecer. Apesar disso, a União Soviética continuava a enviar colonos para a ilha.

Apenas um mês após o envio de pessoas para a ilha, os soviéticos decidiram retirar apenas quem fora forte o suficiente para andar. Dois terços dos colonos tinham morrido.

Abaixo deixo um relato de um sobrevivente:

“Na ilha havia um guarda chamado Kostia Venikov , um jovem camarada. Ele estava namorando uma menina bonita que tinha sido enviada para lá. Ele a protegeu. Um dia ele teve que se afastar por um tempo, e ele disse a um de seus companheiros, “Cuide dela”, mas como todas as pessoas de lá, eles não podiam fazer muito…
Os colonos chamaram a menina, a seguraram em um álamo, cortaram seus seios, seus músculos, tudo o que se podia comer, tudo, tudo …. eles estavam com fome , eles tinham que comer. Quando Kostia voltou, ela ainda estava viva. Ele tentou salvá-la, mas ela tinha já perdido muito sangue”.

Fontes: atlasobscura/politics/Livro: Cannibal Island:
Death in a Siberian Gulag de Nicolas Werth.

Feliz aniversário Chaves, Chapolin, Chespirito, Roberto Bolaños!

Hoje é um dia especial para todos os jovens de 20 e poucos anos que mudavam para o SBT no fim da tarde para assistir a um dos seriados mais absurdamente simples e cativantes que já foram produzidos no mundo, não estou me baseando em dados matemáticos, apenas no que fica claro quando pesquisamos por Chaves na internet.

É interessante como o tempo passa, e eu não enjoo de assistir os MESMOS episódios, aquelas piadas leves que se repetem até mesmo em situações diferentes em episódios distintos, aquela dublagem excepcional que conseguiu marcar tanto a minha vida, que me fez demorar um pouquinho a me acostumar com a excelente nova dublagem que tá rolando agora.

Mas não é isto que vim falar, não é o foco eu acho. Este post é apenas para parabenizar um dos carinhas (literalmente) que eu posso chamar tranquilamente de gênio: Roberto Gomes Bolaños. O eterno Chespirito está completando hoje 85 anos, que conforme ele mesmo diz, “muito bem vividos”. Há um tempo atrás, o pessoal do canal Ahsefordeu conseguiu nos trazer um conteúdo de tamanha qualidade que até agora nenhuma emissora de TV pode nos apresentar, o dono do canal foi até a casa do Roberto, prefiro Chaves…foi até a casa do próprio Chaves, bateu um papo, entregou presentes e mensagens de brasileiros, e ainda TOCOU “BOA NOITE VIZINHANÇA” NO PIANO DO CARA!!! Me lembro de ter feito um trabalho em grupo na época do colégio, e o tema era livre, e sim…o tema foi Chaves, e acabei apresentando essa mesma música para os colegas de classe! haha

Assistam o vídeo, tenho certeza de que o cisco no olho vai aparecer! haha

Muito obrigado Chaves, por nos proporcionar tantos momentos de alegria em frente a TV, e por nos mostrar que nem sempre a melhor produção, mais elaborada, cheia de efeitos especiais, consegue nos tocar com tanta intensidade quanto a simplicidade da sua obra!