A menina que roubava livros, e as crianças que não sabem ler

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, mas confesso que sou do tipo que julga um livro pelo nome. O nome é decisivo para minha escolha de ler ou não. Me lembro quando começaram a surgir boatos sobre a estreia do filme “A menina que roubava livros”, e eu decidi que não assistiria o filme enquanto não lesse o livro. Fui à livraria e comprei o último disponível. Rs.

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O livro

Pra você que não conhece vou dar um resumo básico: o contexto histórico é o nazismo, a protagonista do livro é a Liesel, filha de uma comunista que foi adotada por um casal alemão. Essa simpática menina roubava livros antes mesmo de aprender a ler. Quando ela descobriu em meio à vizinhança uma casa que possuía uma biblioteca, nem preciso contar o que aconteceu né? Isso mesmo, ela pulava a janela e passava o dia rodeada de livros “emprestados”. (Sim, ela sempre dizia que só pegava emprestado mesmo quando levava escondido para casa.) Acontece que essa biblioteca era na casa do prefeito. Curioso não!? E é exatamente aqui que você entende o porquê decidi escrever…

Opinião

Se esse livro fosse escrito hoje, o que será que uma criança enxergaria como valioso para roubar? Para querer a qualquer custo? E o que será que esta criança encontraria na casa de um prefeito? Será que os livros seriam os objetos mais valiosos?Se eu for me basear nas crianças que conheço, 99% delas pensariam num Iphone, Xbox, Tablet ou qualquer outra coisa de natureza tecnológica. Pensando nas histórias de prefeitos que conheço, acho que seria muito mais provável encontrar um jatinho, colunas de ouro ou qualquer outra coisa com enorme investimento de dinheiro do que uma biblioteca.

É importante pensar nisso não só pelo futuro de nossas crianças ou pela esperança de um dia nossos governantes, prefeitos, etc. se preocuparem com coisas mais relevantes… é importante pensarmos nisso pra nós mesmos. Com o que estamos investindo maior parte do nosso tempo? O que é prioridade pra você?

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Publicado por Kadu Magalhães

Formado em Comunicação, 26 anos, blogueiro, músico, admirador do bom e velho rock n roll.

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